Mundial de MotoGP – Na página oficial da Dorna, uma análise da temporada das CRTs…

Novidade na MotoGP 2012 ™,  as Equipes CRT  já tiveramsuas primeiras quatro rodadas de experiência de corrida. E a página motogp.com dá uma olhada em como eles se saíram até agora.

Avintia Blusens
Pilotos: Iván Silva, Yonny Hernandez

Moto: BQR-FTR / BQR-Inmotec (motor Kawasaki)

A primeira corrida no Qatar foi a que até agora produziu o melhor resultado combinado para a equipe Blusens Avintia com Hernandez  em 14º e Silva 16°. Em Jerez, Silva, que estava testando um novo chassi de fibra de carbono da Inmotec, foi capaz de melhorar seu resultado em uma posição, enquanto Hernandez não conseguiu largar devido a uma falha técnica. Estoril foi a  rodada mais difícil para a equipe;  Hernandez caiu, enquanto Silva teve que se retirar antecipadamente da corrida, devido a ferimentos sofridos em um acidente na sessão de de qualificação no dia anterior. Le Mans viu uma ligeira inversão da sorte mais uma vez; Hernandez terminou em 15 º, enquanto Silva terminou em 18º, depois de ter remontado após um acidente na pista molhada.

Came Ioda Racing Project
Piloto: Danilo Petrucci

Moto: Ioda (motor Aprilia)

Danilo Petrucci não teve um grande começo, pois  teve que se retirar no início da corrida do Qatar, com uma falha elétrica. No entanto na corrida seguinte elke melhorou, terminando em segundo lugar entre as  CRTs nas  condições difíceis de Jerez. No Estoril o italiano teve outro desempenho sólido, colocando sua moto em 15º lugar. Le Mans parecia ser ainda mais brilhante ; ele foi o primeiro   CRT durante a maior parte da corrida, andando  em 11 º, mas a  duas voltas  do fim as condições ruins  levaram  a melhor e ele caiu.

NGM Mobile Advanced Racing
Piloto: Colin Edwards

Moto: Suter-BMW

Colin Edwards começou como  primeiro CRT na qualificação e também na corrida, pois chegou na 12ª posição  no circuito de Losail, Qatar. Isso não foi no entanto um sinal das coisas que estavam por vir;  o texano lutou no circuito de Jerez e terminou em 16 º. Na rodada seguinte, Edwards foi tirado da pista  por Randy de  Puniet, em um acidente na qualificação onde ele quebrou a clavícula esquerda. Com o afastamento temporário de Edwards, o australiano Chris Vermeulen foi contratado como  substituto de Edwards em Le Mans, durante o qual ele terminou em 17 º, depois de ter que ir aos boxes na metade da corrida com um problema no  capacete.

Paul Bird Motorsport
Piloto: James Ellison

Moto: ART  Motor Aprilia)

Ellison só entrou nos últimos  testes pré-temporada  e começou a temporada com um 18 º lugar no Qatar. A equipe não evoluiu em Jerez,  com Ellison abandonando por uma falha mecânica duas voltas antes do final, enquanto no Estoril ele também enfrentou  algumas falhas técnicas. O britânico, no entanto, conseguiu  um desempenho  excelente no asfalto molhado de Le Mans,  para voltar para casa como melhor CRT e no  11 º lugar geral, marcando os primeiros pontos da equipe nesta temporada.

Power Electronics Aspar
Pilotos: Aleix Espargaró, Randy de Puniet

Moto: ART (motor Aprilia)

O Power Eletronics Aspar Team  registrou seu  melhor resultado como equipe CRT na primeira etapa em Losail, com De Puniet e Espargaró terminando  em 12 º e 14 º, respectivamente. Em Jerez, a equipe esteve a caminho de ser a top CRT em  1º e 2º, mas  De Puniet  abandonou com uma falha mecânica no final, deixando seu companheiro de equipe  tomar a 12ª posição. Apesar de ficar fora no Estoril, onde De Puniet se machucou na colisão com Edwards nas qualificatórias, a equipe voltou a ser a  top  CRT, com Espargaró  pela segunda vez em 12º lugar. Le Mans foi um assunto complicado, pois o francês sofreu um acidente na  largada e, em seguida, caiu mais uma vez na corrida, enquanto Espargaró trouxe sua moto para casa em 13º.

San Carlo Honda Gresini
Piloto: Michele Pirro

Moto: FTR-Honda

Michele Pirro teve um início difícil pois foi obrigado a abandonar  no Qatar e em Jerez por problemas técnicos, enquanto  todos os seus outros rivais CRT completaram pelo menos uma corrida. No Estoril no entanto, ele não sofreu com o azar  e foi capaz de levar sua moto até a linha de chegada em 14º. Ele rapidamente seguiu com o mesmo resultado nas condições traiçoeiras de Le Mans.

Speed ​​Master
Piloto: Mattia Pasini

Moto: ART (motor Aprilia)

Mattia Pasini foi um coadjuvante  consistente até agora, começando a temporada com um 17o e um 14o nas duas primeiras corridas. No Estoril, sob condições mistas, o italiano caiu e abandonou a corrida quando perdeu a frente entrar em uma curva. No entanto ele se recuperou bem em Le Mans, onde manteve a calma para entrar como segundo melhor CRT, em 12 º lugar geral.

Classificação das CRTs no campeonato mundial de MotoGP

1. Aleix Espargaró – 12 2. Mattia Pasini – 6 3. Randy de Puniet – 6 4. James Ellison – 5 . 5 Colin Edwards – 4 6. Danilo Petrucci – 4 . 7 Michele Pirro – 4 8. Yonny Hernandez – 3 9 . Iván Silva – 1

Fonte: MotoGP.com

Comentários

13 Respostas para “Mundial de MotoGP – Na página oficial da Dorna, uma análise da temporada das CRTs…”
  1. marlon disse:

    poderiam colocar no lugar das CRT´s as aposentadas 500 2t e acho que dariam pau até nos protótipos se bobear…..!! Qdo passaram das 250 2t para moto2 tiveram que fazer de uma só vez, pois as 250 andavam muito mais que essas 600 4t e não poderiam correr juntas pois não teriam como competir…!! Se a europa está em crise que volte as 500 no lugar das CRT´s que vai ficar muito mais barato e garanto que vão dar show e não esse fiasco que as CRT´s estão fazendo…..!!!

  2. JULIANO BATISTA DE BOM DA LAPA BA disse:

    não pode mais comntar?

  3. Fabio Pedroso SP disse:

    Mateus, entendo essa parte o ponto que estou levando em questão é que monomarca nunca é legal, porém é mais fácil para quem organiza e deve ser rentável também, devem negociar contratos de exclusividade e tal… Uma coisa não consigo gostar de jeito nenhum é da stock car que tem esse conceito por trás, miolo comum e bolhas dos fabricantes. Definitivamente não gosto disso. Também é estranho vc “torcer” pela suter ou kalex visto que essas marcas não existem para nós, acho essa formula meio estranha, náo dá para abrir mão dos fabricantes, por outro lado são um bando de amarelões…. Hoje estou gostando mais da Supersport 600 que a moto2, embora os talentos estejam na moto2, não acho a SBK a melhor forma embora seja legal, não gosto de duas corridas dois pódios…ou faz uma corrida só ou duas baterias compósito único do vencedor da soma das corridas, mas ainda sim é bom. Tenho curtido mais endurance , TT da Isle of Man, enfim, tem muitas corridas boas. Torço para as crts serem melhoradas a ponto de não serem confundidas com SBK, e que de fato se tornem competitivas. Pena que kawasaki nunca entrou de verdade no campeonato, a suzuki a cada mudança se apaga e as européias em geral são “fracas”. Gostaria que a dorna se renovasse para melhorar de verdade o campeonato. Vamos torcendo. Abraço.

  4. Odair Streicher Júnior (Lins-SP) disse:

    Mateus…vc tem toda razão…onde eu assino…rs rs rs

  5. Mateus; David Canabarro; RS disse:

    Fabio concordo em partes com voçê, mas dizer que a 250 era mais competitiva que a moto2 não tem logica, a 250 proporcionava disputas boas, mas na moto2 praticamente todas as corridas sao de arepiar, sem contar que é muito mais barata. E o grid da moto2 até agora sempre foi mais cheio que o da 250cc nos ultimos tempos. Cara quando voçe ve um pega como o do Marque Marc com o Espargaro na ultima folta de Estoril ningem lembra se o motor é monomarca ou nao é. A engenharia é muito legal, mas fica apagada perto do lado esportivo.

  6. Fabio Pedroso SP disse:

    O que não me agrada na moto 2 é a questão de ter moto monomarca, a categoria ia anterior, a 250, era muito competitiva com ótimas corridas e grid cheio, esse negócio de motor monomarca acho ridículo, perde muito o campeonato.

  7. marau disse:

    CRT é um erro, como aquelas 3 equipes na F1 também foram. Tão ali só pra encher grid mais nada. Não acredito que serão o futuro pq qual seria o interesse de uma montadora de disputar o mundial de superbike se as mesmas motos estarão no grid da MotoGP.

    A alternativa do VR46 me parece muito melhor. Ao invés de colocar essas porcarias no grid que andam no tempo da Moto2, que limitassem a eletronica dos protótipos de MotoGP. Basta isso pra MotoGP voltar a ser equilibrada como antes e sensivelmente mais barata. O que desequilibrou a MotoGP foi tão somente o excesso e refino da eletronica, até então era muito equilibrada e mais barata.

  8. Laplace disse:

    Sobre as CRT’s, o objetivo principal era encher o grid. Esse objetivo foi atingido. Resta agora fazê-las competitivas.

  9. Laplace disse:

    Na motociclismo Espanha saiu um artigo sobre a Centralina única na MotoGP. Achei uma boa opção para manter restringir o custo e manter o equilíbrio.

    Outra matéria interessante da pagina da MotoGP foi a entrevista do Hervé Poncharal, chefão da Tech3. Muito interessante a entrevista.
    http://www.motogp.com/en/news/2012/poncharal+reviews+le+mans+french+grand+prix+1

  10. bruno boo disse:

    Na verdade, acho que para o bem do campeonato, toda equipe oficial deveria ser obrigada à ter uma CRT, assim o desenvolvimente dessas máquinas seria acelerado. Uma coisa é um time meia-boca como por exemplo o IODA fazer uma CRT, outra totalmente diferente é uma Honda ou Yamaha oficial desenvolver uma CRT, o nivel de investimento é outro.

    Outra saída da DORNA seria limitar o uso de eletrônica nas corridas, diminuiria os custos drasticamente e tornaria mais equilibrado.

  11. bruno boo disse:

    Fábio, a crise na Europa ainda está longe do seu ápice, com foco principalmente na Espanha, Itália e Portugal ( Espanha e Itália 2 dos maiores de fornecedores de patrocínio e pilotos ao grid ), Estoril já saiu do calendário por falta de patrocínio também, em dias de eletrônica tão avançada os custos são exorbitantes e insistindo com os protótipos a tendência é que fiquem apenas 6 deles no grid nos próximos anos (HRC, Yamaha e Ducati ).

    Concordo que os protótipos são infinitamente superiores que as CRT’s, mas é inegável que a moto2 e o superbike tem corridas muito mais agitadas e equilibradas que no MotoGP aonde no começo da corrida já sabemos que os 3 primeiros são Stoner, Lorenzo e Pedrosa não necessariamente nessa ordem. ( Salvo excessões como Rossi no molhado ou um dia de sorte de Crutchlow, Spies ou Dovi ).

  12. Fabio Pedroso SP disse:

    Conclusão, fiasco. Acho que não é por aí. A culpa é da dorna. Lembram quando ele retiraram a equi wcm pq tinha um motor baseado na R1? Agora eles adotam a mesma solução? Deveriam ter multi fornecedores de pneus e força para as equipes privadas e não a crt que é quase uma SBK, alias a SBK é até mais interessante quase vê a competitividade e as marcas de fato lutando pelo campeonato. Em vez de crt, que liberassem as 500 2t para correr junto com as 1000 acho que andariam mais perto.

  13. bruno boo disse:

    Ainda deve demorar, mas acho que são o futuro do motogp, teremos um campeonato à la moto2, com grid cheio e ótimas corridas, infelizmente em tempos de crise os protótipos estão ficando inviáveis pelo custo exorbitante.

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