Mundiais de Motovelocidade e Motocross – PLANTÃO MOTOCICLÍSTICO de FIM de SEMANA no SPORTV, por MTB!

Pois é rapaziada, no último fim de semana, 19 e 20/ 05, como o Fausto estava no norte da Irlanda acompanhando o Rafael Paschoalin em sua aventura de estréia na Northwest 200, uma das clássicas do motociclismo de estrada mundial, fui convocado para as coberturas do Motomundial em Le Mans, França, e também a etapa brasileira do Mundial de Motocross lá em Penha, Santa Catarina.

Não é preciso dizer que fiquei amarradão com a convocatória, porém, e sempre tem um porém, naquele sábado a noite tinha um compromisso já firmado de ir ao casamento da filha de um grande amigo de infância, que, por acaso, é prima de minhas duas filhas mais velhas que inclusive seriam madrinhas. Não podia perder, mas como conciliar as duas coisas já que teria de estar na emissora às 5 da matina? Vamos ver como me virei…

MOTOMUNDIAL: O dia de sábado amanheceu bonito no Rio e como a Globosat fica perto de minha casa, na Barra da Tijuca, peguei minha bicicleta e fui embora. O percurso demora uns 15 minutos e às 6:45 estava na área com o Guto Nejaim já na espera e com uma penca de impressos que ele já tinha armado pra mim. Últimos conferes nas informações e…, vamos nós pros treinos oficiais.

Na tela do estúdio dá pra ver que o tempo lá em Le Mans tá escuro pacarai e a pista está bem molhada, como estava previsto desde sexta. Entram as Moto3 e todo mundo de borrachas de chuva, já que pouco antes da sessão choveu direitinho. O treino começa com a disputa entre Maverick Viñales (FTR Honda/ Team Blusens Avintia), Efrén Vázquez (FTR Honda/ Team JHK T-Shirt Laglisse) e o português voador Miguel Oliveira (Suter Honda/ Team Estrella Galicia 0’0).

Lá pela metade da sessão Viñales crava 1’55.865 e ninguém pode alcançá-lo mais, já que a chuva aumenta e neguinho começa a cair que nem manga bem madura. Um dos que vão ao solo é Oliveira, que mesmo assim consegue o 3º lugar no grid, atrás também de Vázquez. O líder do certame, Sandro Cortese (KTM/ Red Bull Ajo), não esteve bem na chuva e foi apenas o 6º, enquanto Luis Salóm (Kalex KTM/ RW Racing GP) foi 9º e Romano Fenati (FTR Honda/ Team Italia FMI) apenas o 21º colocado depois de várias trapalhadas no piso molhado. O futuro vencedor, Louis Rossi (FTR Honda/ Racing Team Germany), foi bem discreto e conseguiu o 15º melhor tempo.

Quando as Moto2 entraram na pista já tinha parado faz algum tempo e a pista tava secando. Marc Márquez (Suter/ Team Catalunya Caixa Repsol) fez logo um tempo muito bom assumindo a liderança da sessão, enquanto os outros se digladiavam pelas sobras. Antes da metade do treinamento Márquez voltou pra pista e cravou seu tempo definitivo (1’37.710) e que seria a pole, já que logo depois começou a chover o que atrapalhou quem quisesse se aproximar do espanhol, então líder do certame. Thomas Luthi (Suter/ Interwetten Paddock) bem que tentou até o final, mas teve de se contentar com o 2º lugar do grid, seguido por Pol Espargaró (Kalex/ Pons 40 HP Tuenti), Scott Redding (Kalex/ Marc VDS Racing Team), Andrea Iannonne (SpeedUp/ Team Speed Master), Mika Kallio (Kalex/ Marc VDS Racing Team),… Os nove primeiros colocados – três primeiras filas – ficaram separados por menos de 1 segundo. Batalhas à vista?

Antes do início da sessão da categoria rainha comentamos sobre o surpreendente anúncio da aposentadoria precoce de Casey Stoner (Honda Repsol HRC), que era “o assunto” do fim de semana francês. Foi tão inacreditável que muita gente nos enviou mensagens achando que estávamos brincando. É mole?…

O treinamento em si foi meio estranho, pois começou com a pista meio molhada que demorou a secar devido ao alto grau de umidade do ar. Mais estranho ainda porque após o próprio Stoner mais a dupla Yamaha Tech 3 (Cal Crutchlow e Andrea Dovizioso) e Jorge Lorenzo (Yamaha Factory Racing Team) terem se digladiado em busca da pole, de repente, de fininho, apareceu Dani Pedrosa (Honda Repsol HRC) e no finalzinho dos trabalhos, com a pista mais seca, tomou a pole (1’33.638), sua 1ª do ano, à frente de Stoner, Dovizioso, Lorenzo, Crutchlow, Ben Spies (Yamaha Factory Racing Team), Valentino Rossi (Ducati Racing Team) e o resto… O melhor entre as Moto1/ CRT foi, mais uma vez, Randy De Punyet (ART Aprilia/ Power Eletronics Aspar Team), 1’35.694, que tomou mais de 2 segundos de Pedrosa.

Terminados os treinos oficiais, que desta vez entraram no horário e sem nenhuma interrupção, me despedi do Guto e combinamos chegar no domingo à 5 da matina. Fui pra casa na esperança de dar uma descansada, só que minha namorada, a gatíssima Patrícia, estava cheia de compromissos pré-casamento e lá fui eu acompanhá-la. Quando vi já eram 16:00 hs e o casório começava as 19:00, no centro. Resumindo; não descansei, o casamento começou à 20:30 e chegamos na festa, arregadíssima numa mansão do Joá, por volta da 22:30 hs, quer dizer, pouco tempo pro lazer. Não bebi muito, mas comi bem e dancei pacas e quando me dei conta já eram duas da matina, hora da carruagem virar abóbora. Sorte que o Joá fica perto de casa e deu pra uma soneca de uma hora e meia antes de voltar ao SporTV. Antes de sair deixei a TV gravando os eventos do esporte-motor do weekend e como estava meio cansado, como era de se esperar, em vez de bicicleta resolvi ir de scooter pra não levar mochila nas costas.

Quando adentramos ao estúdio, eu e Guto nos deparamos com uma chuva danada na pista de Le Mans, o que, como comentei no ar, iria transformar as corridas em loteria. Sem esperança de melhorias e com a chuva em seu ápice, a Moto3 entrou na pista com todos usando pneus de chuva. A corrida virou uma prova de eliminação, com vários pilotos tomando a ponta só pra cair logo depois, inclusive Viñales, Oliveira, Hector Faubel (Kalex KTM/ Bankia Aspar Team) e Salóm. Nessas, Louis Rossi, 22 anos, veio na maciota e, com sorte e muita competência, driblou todos os perigos e cruzou a linha de chegada vitorioso pela 1ª vez em sua carreira mundial e ainda por cima literalmente em casa, pois além de francês ele é nativo daquela região. Legal ver a reação entusiasmada do público de mais de 80.000 pessoas com este resultado agradavelmente surpreendente, ainda mais que um francês não vencia em casa desde 2008 com Mike De Meglio na 125 GP.

Moncayo chegou em 2º, 27 segundos atrás de Rossi e na seqüência vieram Alex Rins (Suter Honda/ Estrella Galícia 0’0), que mesmo com o pulso quebrado por um tombo na sexta (operou na 2ª com sucesso e correrá na Catalunha) conseguiu seu 1º pódio mundial em seu ano de estréia, depois Niccoló Antonelli (FTR Honda/ San Carlo Gresini), Arthur Sissis (KTM/ Team Red Bull Ajo), Cortese, Jasper Iwema (FGR/ FGM Moto Team), Alan Techer (TSR Honda/ Technomag CIP), Ivan Moreno (FTR Honda/ Andalucia JHK Laglisse), que caiu trocentas vezes, e Giulian Pedone (Suter Honda/ Ambrogio Next Race) fechando os 10 primeiros. Fenati, a grande revelação do ano, caiu logo no início e abandonou.

Dos 33 pilotos que largaram só 15 chegaram, sendo que os dois últimos que receberam a bandeirada vieram uma e 4 voltas respectivamente atrasados, o que mostra a dificuldade da pista. Destes 15 a grande maioria foi de pilotos que não costumam freqüentar as partes altas da classificação. No campeonato Cortese aumentou sua liderança sobre Viñales (67 contra 55), depois vem Salóm (49), Fenati (45) e Rins (44). O 6º colocado, Moncayo, está bem mais atrás, com 33 pontos.

No intervalo, as surpresas da M3 e o papo sempre legal com o Guto ajudaram a espantar o cansaço. De repente as M2 já estavam rodando no asfalto e a chuva tinha diminuido um pouco, mas a pista continuava molhada o suficiente pra que todos entrassem com pneus de chuva. Esperavam-se muitas surpresas, mas menos que na M3, pois agora os pilotos são mais experientes que a molecada da categoria menor.

Mais ou menos como na M3 muitos líderes ou protagonistas caíram, como Márquez, Johann Zarco (Motobi/ Team JIR), Gino Rea (Moriwaki/ Team Gresini Federal Oil), Alex De Angelis (Suter/ NGM Forward Racing) e Simone Corsi (FTR Came Ioda Racing Project).

Thomas Luthi, 2º no grid, se manteve sempre entre os primeiros e quando assumiu a liderança, ali pela metade da corrida, não cometeu erros e pilotou com bastante segurança até cruzar a linha de chegada vitorioso (1ª vitória do ano e 2ª na categoria) e com mais de 6 segundos de vantagem sobre Claudio Corti (Kalex/ Italtrans Racing Team), a cara nova no pódio (o 1º do ex-campeão da Copa FIM STK 1000 na categoria). Bem mais atrás, fechando o pódio, veio Redding que incrivelmente não caiu. Completando os 10 primeiros chegaram; Iannonne, Kallio, Espargaró (que depois de alguns sustos resolveu correr só pra chegar), Anthony West (Moriwaki QMMF Racing Team), sempre bem na chuva, Max Neukirchner (Kalex/ Kiefer Racing), que não está muito acostumado a chegar entre os top 10, Ratthapark Wilairot (Suter/ Thai PTT Gresini) e Bradley Smith (Mistral/ Tech 3 Racing), que chegou a andar entre os ponteiros no início da prova.

O lance dramático da corrida foi a chegada de Julian Simon (Suter/ Team Blusens Avintia), que chegaria em 6º lugar, mas já na reta de chegada o motor de sua moto deu chabú e ele teve de cruzar empurrando debaixo de chuva. Ainda assim chegou em 13º mostrando grande persistência e aplaudidíssimo pela turba.

Agora Espargaró lidera com 1 ponto de vantagem sobre Márquez (71 contra 70) e Luthi se aproximou muito com seus 68 pontos. Como o 4º colocado, Iannonne, tem só 46 parece que o título será disputado pelos atuais três ponteiros.

No intervalo que antecedeu a MotoGP, muitas mensagens e perguntas sobre a aposentadoria de Stoner e as possibilidades de Rossi com pista molhada. Teve até um que perguntou se as Moto1/ CRT poderiam vencer alguma prova este ano ao qual respondi com um lacônico NÃO!

Muita água caindo e as MGP largaram, porém RD Punyet deu um mole na aceleração e foi ejetado de sua moto ainda no grid deixando o povo francês boquiaberto. O francês voltaria pra corrida, mas cairia outra vez. Vergonha heim RDP? Lorenzo, partido da 2ª fila, passou a dupla Repsol Honda ainda nas primeiras curvas e foi embora para vencer na moral e sem cometer erros, apesar das muitas armadilhas da lagada e traiçoeira pista de Le Mans, sua 2ª corrida do ano.

Stoner ficou em 2º e Pedrosa, o pole, caiu pra 6º tomando pressão de Stefan Bradl (Honda LCR) e atrás da dupla da Yamaha Tech 3 e de Valentino Rossi, que largou muito bem. Stoner, Rossi, Crutchlow e Dovizioso lutaram muito na 1ª parte da prova e foi bonito de ver, porque os caras tavam dando tudo em condições de pista extremamente difíceis. Os malucos estavam andando no fio da navalha!

Stoner conseguiu se afastar um pouco e até diminuiu sua vantagem para Lorenzo, mas este respondeu logo, logo, e o australiano deu uma sossegada, enquanto Rossi tava passando um dobrado com os Tech 3 boys. Um pouco depois da metade da prova Crutchlow caiu – voltou pra chegar em oitavo – e na luta Rossi/ Dovi deu o piloto da Ducati, mas Dovi não se rendeu e, na tentativa de seguir o multi-campeão, acabou caindo também (levantou-se e chegou em 7º).

A partir daí a corrida ganhou ainda mais emoção, com Rossi se aproximando paulatinamente de Stoner para delírio do público no circuito e nas telas de TV around the world. Faltando três voltas Rossi chegou definitivamente, ajudado por uma tampada que Yonny Hernandez (BQR Avintia Blusens) deu no aussie da Honda, e começou com as tentativas de ultrapassagem, sendo que duas delas falharam e VR tomou um X.

Na última volta, faltando poucas curvas e com a pressão nas alturas, Rossi finalmente passou Stoner e até abriu uma pequena vantagem para cruzar a linha em segundo, seu melhor resultado desde que chegou na Ducati e seu 2º pódio com a marca (o primeiro foi o 3º lugar do ano passado nesta pista e em condições semelhantes).

Nestas alturas o Guto já estava em pé e quase sem voz, enquanto a caixa de mensagens, tanto no e-mail quanto no twitter, quadruplicaram seu volume de entrada quase que instantaneamente. Emocionante sentir a reação entusiasmada de todos com esta soberba atuação do italiano da Ducati, o que prova mais uma vez o grande fascínio e idolatria que ele ainda tem, mesmo com os últimos maus resultados. Maneiraço!

Pedrosa, que passou quase toda a corrida com Bradl na sua cola herdou a 4ª colocação enquanto o alemão teve que segurar a pressão final de Nicky Hayden (Ducati Factory Racing Team). Como já disse lá em cima Dovizioso chegou em 7º e Crutchlow em 8º, enquanto Hector Barberá (Ducati Pramac), que se auto-intitula o melhor piloto Ducati, foi um distante 9º colocado seguido por Álvaro Bautista (Honda San Carlo Gresini) numa corrida totalmente apagada. Em 10º, e bem distante de Bautista, chegou James Ellisson (ART Aprilia/ Team PBM), que levou a melhor na boa luta contra Mattia Pasini (ART Aprilia/ Speed Master), herdando a “vitória” da M1/ CRT após a queda de Danilo Petrucci (Ioda Aprilia/ Came Ioda Racing Project) na penúltima volta quando este dominava a categoria.

No campeonato Lorenzo voltou à liderança com 90 pontos, 8 à mais do que Stoner. Pedrosa ficou um pouco pra trás (65) e o trio Crutchlow, Dovizioso e Rossi vem na seqüência com 45, 44 e 42 pontos respectivamente. Depois com 35 pontos vem a dupla Honda satélite, Bradl e Bautista, enquanto Hayden está próximo com 33. Barberá fecha os 10 primeiros com 26 pontos e Ben Spies (Yamaha Factory Racing Team), 16º em Le Mans, vem logo atrás com ridículos 18 pontos. O melhor entre as M1/ CRT continua sendo Aleix Espargaró (ART Aprilia/ Power Eletronics Aspar Team), que foi 13º na corrida (uma volta atrás) e é o 12º no campeonato com 12 pontos.

O anticlímax, e bota anticlímax nisso, foi a não transmissão do pódio (uma heresia, segundo quase todos) e das entrevistas pós-corrida. OK, sei que neguinho ficou p@#¨*uto da vida com isso, mas só estando lá pra ver que não é bem assim. Há toda uma programação a ser respeitada e outros esportes a serem transmitidos, ainda mais um meeting de atletismo no BR  em ano de olimpíadas. O fato é que as corridas de Le Mans demoraram mais que o normal, pois, com a chuva danada, os tempos por volta subiram muito e mesmo assim o número de voltas foi mantido. Se não colocassem o atletismo, como havia sido anunciado antes, a galera deste nobre esporte iria chiar pacas. Pra fechar; hoje o motociclismo tem o maior espaço e respeito, disparado, em relação aos outros esportes motores dentro do SporTV, inclusive maior que a F1 e a Stockcar, e eu pude presenciar isso “in loco”, devido ao número de pessoas que vieram se desculpar e dar explicações à mim e ao Guto após a prova, ainda mais depois do “zilhão” de mensagens que mostramos com a galera indignada. Podem ter certeza que na SporTV o motociclismo é respeitado. Não é puxar saco não, é constatação!

MUNDIAL DE MOTOCROSS: Bom, depois das emoções da MotoGP, com os resultados da histórica prova ainda ecoando na cabeça e nas caixas de mensagem, me despedi do Guto e fui me preparar para a etapa brasileira do MUNDIAL de MOTOCROSS, 5ª etapa, lá na bela cidade litorânea de Penha em Santa Catarina (ah meus tempos, já peguei muito surf lá por aquelas bandas…), que iria partir menos de duas horas depois. O cansaço acumulado por duas noites mal dormidas já tinha ido embora depois da MotoGP e fui fazer uma boquinha antes de bater um papo com o Claudio Uchoa que iria narrar a prova.

Depois de alguns problemas técnicos com o satélite as imagens apareceram na telinha e imaginem vocês, tava chovendo pacas e com isso a pista, muito bonita e técnica por sinal, virou lamaçal. Aí pensei, acabou o espetáculo e agora emoção só nas quedas e atoladas. Dito e feito!

Na 1ª bateria da MX 2 a chuva continuava forte, o que gerava tanta lama que tanto eu como o Claudio passamos um perrengue para identificar a pilotada. Nestas condições o britânico Tommy Searle, com a Kawasaki oficial,  mostrou-se muito à vontade e dominou a corrida praticamente desde a largada, não tendo verdadeiramente um adversário à sua altura. Foi sua 2ª vitória de bateria nesta temporada.

O francês Christophe Charlier (Yamaha) chegou num distante 2º lugar, seguido pelo belga Jeremy Van Horebeek (KTM Red Bull), que no início da prova tentou encarar Searle, mas não deu. Logo atrás veio o britânico Max Anstie (Honda), em seu melhor resultado do ano. Legal é que nas quatro primeiras colocações vieram quatro marcas diferentes. Fechando os 10 primeiros vieram; o belga Joel Roelants (Kawasaki), as quatro KTMs do holandês Glenn Coldenhoff, o britânico Jake Nicholls (filho do lendário Kurt Nicholls, ex-campeão mundial de MX 500), o jovem espanhol Jose Butrón e o francês Jordí Tixier, mais o finlandês Harri Kullas.

O líder do campeonato, o holandês Jeffrey Herlings (KTM), que fez a pole com pista seca em 2’02.340, até que começou ali entre os 5 primeiros, mas depois despencou para a 12ª colocação final, mostrando-se pouco à vontade na lama. O melhor brasileiro foi o Marçal Muller (Kawasaki), que estava com uma câmara no capacete e que chegou em 16º, a quatro voltas do vencedor.

A chuva não deu trégua e a 1ª bateria da MX 1 foi nas mesmas enlameadas condições da 1ª da MX2. Isso não assustou ao francês Christophe Pourcel (Kawasaki) que, assim como Searle, dominou inteiramente esta corrida. O 2º colocado foi o veterano italiano Davi Phillipaerts (Yamaha Rinaldi), campeão de 2008 e que usou sua experiência para se desvencilhar da lama e fazer uma bela corrida de recuperação. O francês Gautier Paulin (Kawasaki) fechou o pódio mesmo sob o ataque final do português Rui Gonçalves (Honda). Na seqüência veio o belga Kevin Strijbos (KTM), filho do grande ex-campeão David Strijbos, o belga Ken De Dycker (KTM), o britânico Shaun Simpson (Yamaha), o italiano Antonio Cairoli (KTM) (tetra-campeão e atual líder do certame, mas que teve dificuldades de levar sua 350 contra as 450 no lamaçal), o russo Evgeny Bobrishev (Honda) e o letão Matiss Karro (KTM), fechando os 10 primeiros. Bobrishev e Karro chegaram a uma volta do vencedor. O melhor dos brazucas foi Wellington Garcia (Honda), 18º, que herdou a posição de Antonio Jorge Balbi (Kawasaki) que vinha perto dos 10 primeiros até cair e fechar em 21º lugar.

Depois de uma hora de intervalo, na qual eu e Claudio conversamos sobre as duas primeiras corridas, rolou uma tensão danada em relação à transmissão direta das segundas corridas que ficaram a perigo. É o seguinte; a final do torneio de tênis de Roma, que seria mais cedo, estava sendo adiada devido à chuva por lá, assim perigava o jogo voltar na hora do retorno das transmissões do MX. Depois de muita reza e mandinga de minha parte, o jogo entre Nadal e Djokovic foi adiado para segunda-feira e o MX foi salvo. Aleluia!

No retorno das imagens e após expulsarmos do estúdio a galera que iria fazer o tênis, Dárcio Campos (figuraça) incluído, tivemos a boa surpresa de ver que a chuva parou, mas como a pista estava muito castigada as coisas não deveriam mudar muito. Tommy Searle novamente dominou a corrida, mas o moleque espanhol, José Butrón, foi um surpreendente 2º colocado. Como a pista tinha melhorado um pouco Herlings se recuperou e conseguiu o último lugar do pódio, seguido por Roelants, Charlier, Van Horebeek, Anstie, o italiano Alessandro Lupino, com a única Husqvarna na pista, mais Kullas e Nicholls fechando aos 10 ponteiros. O melhor brasileiro foi Endrews Armstrong (Honda), 19º, que na verdade é americano, mas corre por aqui. Muller, que chegou logo atrás de Endrews, foi o melhor entre os brasileiros “verdadeiros”.

No campeonato após cinco etapas (10 corridas), Herlings se mantém na liderança com 223 pontos, mas agora Searle se aproximou e está à só 20 pts do Holandês da KTM. Horebeek ficou pra trás com 189, seguido por Roelants (152), Anstie (137), Tixier (128), Nicholls (120) e o resto da galera.

Logo na seqüência as MX1 entram para a 2ª bateria nas mesmas condições de pista da MX2. Nesta corrida houve mais disputas, desta vez entre Strijbos, Paulin, Pourcell, o francês Xavier Boog (Kawasaki) e o reaparecido belga Clement Desalle (Suzuki), o vice-líder do campeonato e que esteve apagadão na 1ª corrida. Na parte final da prova Boog surpreendentemente levou vantagem sobre todos, deixando às suas costas; Desalle, Strijbos, Pourcel, Paulin, Phillipaerts, o estoniano Tanel Leok (Suzuki), Gonçalves, Cairoli e Bobrishev fechando os 10 ponteiros. Antonio Balbi desta vez foi o melhor brazuca, na honrosa 16ª posição.

Cairoli continua líder com certa tranqüilidade (203 pontos), seguido por Desalle (179), Pourcell (172), que se aproximou bem, Paulin (170), De Dycker (154), Phillipaerts (142), Strijbos (139), Boog (129) e o resto da turma.

Bom galera escrevi pacarai, mas achei que devia contar “de dentro” a experiência de dois dias seguidos cobrindo eventos motociclísticos para a SporTV. Foi cansativo paca tanto que cheguei em casa a apaguei até 2ª feira, mas to doido pra que me convoquem pra outra dessas!

Um abraço!

MARCO TULIO BEZERRA.

Comentários

15 Respostas para “Mundiais de Motovelocidade e Motocross – PLANTÃO MOTOCICLÍSTICO de FIM de SEMANA no SPORTV, por MTB!”
  1. JOÃO ANTONIO SIMÕES disse:

    MACIEIRA
    OBRIGADO POR ESTAR BRIGANDO POR ESPAÇO ESPORTIVO NA TV DO MUNDO DAS MOTOS
    VIBRO EM TODA A TRANSMISSÃO DO MOTOGP, MOTO2 DANDO ESPETACULO
    SOU FAN DA CLASSE 600CC, TENHO UMA CBR600RR (A SÉTIMA MOTO CBR600, DESDE 1995)
    SEICENTINHAS APAVORAM AS 1000CC.
    COMENTE QUE O MAX DA MOTO 2 COM MOTOR DE CBR600RR LARGARIA NO GRID DA MOTOGP EM 16 OU 17ª POSIÇÃO COM O TEMPO DO TREINO.
    PRECISA A GLOBO TRANSMITIR O MUNDIAL SUPERBIKE E SUPERSPORT 600
    NA TRANSMISSÃO DESTE DOMINGO MANDA UM ABRAÇO PARA OS AMIGOS DA PORRINHA (COMUNIDADE RR – TURMA DO POSTO DO CANAL 1) DA CIDADE DE SANTOS- SP
    ELES VÃO DELIRAR..
    TEMOS UMA VAN COM TV LED DE 32PLG. GRAVO EM FUL HD AS CORRIDAS E ASSISTIMOS A NOITE NO POSTO, PARA OS AMIGOS QUE NÃO TEM TV A CABO.
    TODO MUNDO LIGADO NA TRANSMISSÃO MARAVILHOSA DE VOCÊS
    PARABÉNS PELOS COMENTÁRIOS.
    VEJA NOSSO VIDEO NO YOUTUBE DIGITE BARROS PORRINHA. É SENSACIONAL
    UM ABRAÇÃO DE TODOS DA TURMA.
    VRUMMMMM
    ACELERA BRASIL
    .

  2. Alexandre Piloto disse:

    Bacana, Sandrão…
    Os caras andam, heim? xD

  3. Sandro disse:

    Pessoal,
    sem querer gerar polêmica, mas tive a oportunidade de constatar ao vivo que a idolatria Rossi continua em alta. Nao quero tambem desmerecer nenhum outro piloto, pois reconheço o talento excepcional de todos que chegaram lá (com exceção ao Karol Abraham, mas deixa para lá…rs). Os bonés 46 dominavam totalmente as cabeças que se protegiam da chuva insistente, mas nem reclamei porque sabia que as chances do 46 aumentam nestas condições. Bom, de volta a corrida: até o comentarista narrava com desânimo quando os Tech3 boys se aproximaram do doutor e ele perdia espaço em relação ao Stoner, porém quando ele rasgava a reta (fiquei posicionadono final da reta dos boxes, perto da curva1, acompanhando o restante da corrida em um telão) embutido na moto do cangurú, a emoção da galera era geral (uma senhora estava chorando, acreditem). A Dorna deve sim se preocupar com a aposentadoria do Rossi, não digo nem em relação ao talento, mas sim a capacidade de levar publico aos autódromos.
    Agora um rápido depoimento de quem assistiu a uma etapa ao vivo pela primeira vez: carai, vale cada centavo… a emoção é demais… certamente estaremos presentes na Argentina… os caras aceleram muito (e na chuva, ainda por cima), tinha um pequeno trecho em que as motogp balançavam a traseira antes de entrar na curva 1,sinistro, cara, tem que respeitar…hehe. Após a corrida, percorrendo as bancas, creio que era o pai do Simoncelli concedendo uma entrevista a uma emissora de TV (e acho que era a namorada do Sic e o chefe da Gresini que estavam junto com ele) mais emoção… enfim, sonho realizado.

  4. Tiago Gembarowski disse:

    Vou ter que apelar pra um bordao do Guto!!! “”SENSACIONAL” Muito manero Marco e parabens pela maratona!!!!

  5. ALAN CARIOCA #94 BAURU-SP disse:

    Fala MTB….show de buela a narrativa…jah estou farto desse complexo vira latas nosso, mas o pior eh que eh vdd…como nao reclamar se alem do podium na MOTOGP, estava arriscado a nao vermos o cross por conta do tenis….SPORTV tem 3 canais e perdemos sempre pra qualquer modalidade…de atletismo, peteca a tenis, a moto eh jogada pra tras por todos esses e outros que nem imagino….por que isso MTB: Um dia ganhamos uma: Abraco.

  6. Alexandre Piloto disse:

    Marco, agradecemos por nos dar satisfação acerca do ocorrido.
    Eu não assisti pela SporTV, vi pela internet. Mas é aquela coisa, corrida só termina com o pódio. Se se corta o pódio, está se cortando na verdade a corrida em si. Se for pra transmitir o evento, tem que transmiti-lo por inteiro. E ainda mais NAQUELE dia, heim, com o Rossizão nas alturas…
    Mas, de qualquer forma, muito bom saber que os caras lá estão cientes do sucesso da transmissão, e do público [exigente] que têm.
    Domingo, estaremos lá em frente à telinha!!!
    Abraços.

  7. Marcos disse:

    Galera falar nao adianta, a proxima etapa ja esta quase ai, so resta esperar para saber se ha realmente compromisso com o publico ou nao.
    Particularmente prefiro quando a organizacao do Motogp inverte os eventos deixando motogp no meio da moto3 e moto3 assim conseguimos ver as vezes ate a coletiva logo apos o podio.

  8. bruno boo disse:

    Parabéns MTB ! Galera chia muito, mas temos que entender que mesmo amando o motociclismo tem gente que gosta de outros esportes, imagina se cada tribo começa a mandar reclamações. Eu queria ver o pódium mas entendo que é chato a galera do atletismo perder o programa deles para eu ver o pódium, infelizmente o horário é corrido, não tem jeito…

  9. willians disse:

    Sim Sr Fabio reclamando de 10 minutos sim…sabe pq se ninguem reclama nada é feito, logicamente o Fausto, Guto e MTB não podem ser responsabilizados, temos que aprender a reinvindicar algo que é nosso direito até por que pagamos por isso, será que o fã do futebol gostaria de ao final do jogo n gostaria de ver a entrevista do seu idolo??? Ou o Sr acha q o Fausto e cia conseguiram transmitir os treinos atraves do que??? De milhares de pedidos que fazemos por aqui, eles sabem disso.

    É por isso que esse país é o que é…destruiram um autódromo no qual recebiamos o mundial aqui, alguem de influencia fez algo pra impedir…

    Enquanto a politica do PÃO E CIRCO imperar ficamos na mesma…infelizmente.

  10. Fabio disse:

    pera ai! reclamando de 10 minutos???
    a sportv já está transmitindo os treinos que são umas 2h a 3h no sabado… e as provas do domingo + 3hs..
    vcs tem que reclamar pelo site da sportv e não aqui no blog do Fausto…
    Parabéns MTB e Fausto pelo esforço e desempenho! Vamos para próxima!

  11. willians disse:

    MTB entendo que nos tempos atuais o motociclismo de fato ocupa um espaço maior dentro da grade do Sportv, mas não cabe a justificativa, no horário informado pelo canal consta mundial de motovelocidade 06:00 as 10:00 e a transmissão se encerrou as 09:50 como fica os 10 minutos restantes??? Vc diz que a motovelocidade tem espaço maior até mesmo que a F1…lógico a F1 tem grade aberta na Globo… concordo que temos que respeitar todo e qualquer esporte, mas em matéria de “respeito” nós telespectadores da motovelo somos apenas parcialmente rspeitados, mas isso n vai mudar sabe pq??? não tem concorrencia, pq se tivesse…fico pasmo de vcs considerarem um anticlimax…será que poderia ser diferente??? Somos clientes…e na grande maioria das vezes clientes tem razão…é a regra do jogo!!!

  12. Rodrigo Soares disse:

    Valeu pela explicação MTB, mas o SPORTV possui três canais: SPORTV,SPORTV2 e SPORTV3!!!

  13. jeferson disse:

    PARABENS AO GUTO SEMPRE E PARABENS AO MARCO TULIO QUE SUBSTITUIU O FAUSTO ,OTIMA MATERIA DO MARCO E ESCLAREÇENDO QUE A VIDA DE UM NARRADOR E COMENTARISTA NÃO É MOLEZA NÃO , E MARCO TULIO PARABENS TBM PELAS OTIMAS MATERIAS QUE VEM OFEREÇENDO PARA NOS ,UM ABRAX

  14. Pedro H. disse:

    muito bom MTB! parabéns!!!

  15. Wagner - RJ disse:

    Marco, valeu pela descritiva ! É muito bom conhecermos o que rola por dentro da transmissão da TV. Abs.

Falae, rapá

Solte o verbo, mas sem pesar a mão...
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